APRENDIZADO Mestra Nada

Canal: Maria Silvia Orlovas
31/07/2013


Quando eu vivia entre os homens, eu aprendi muito com as experiências humanas.
Com as trocas, com os relacionamentos e com as pessoas.

E descobri, na vida espiritual, que esta é a maior dádiva. Aquilo que, enquanto encarnados é o maior problema, no plano espiritual é tido como a maior dádiva.

Aprender com as pessoas, aprender com os relacionamentos, aprender com o trabalho, com os colegas... Aprender com aqueles que você ama e aprender com aqueles que, por um motivo ou outro, há um desencontro, uma incompatibilidade.

Nos seus relacionamentos, vocês têm os maiores desafios e as maiores oportunidades de crescimento e lapidação do ego, da vontade, do sentimento e do espírito.

Não tenham medo de enfrentar as mazelas com as pessoas. As Almas se encontram para uma ensinar a outra. Vocês tem uma idéia errada do amor. Vocês tem uma ideia distorcida do romance.

Porque o amor é aquele que faz você crescer. E é a primeira centelha que deve nascer em cada um. Vocês
buscam no outro o amor que devem cultivar em vocês. E é daí que nasce todo o sofrimento. O outro é apenas o outro e o amor é você. O amor está no seu coração.

Por isso, sábio, é aquele que é capaz de amar várias pessoas ao mesmo tempo.
Sábio é aquele que se desprendeu da necessidade, da angústia, de apenas um amor romântico.

Vocês podem ter nessa vida muitos parceiros, amigos, irmãos. E podem sim ter, a bênção, a graça, um encontro espiritual com alguém especial, com alguém que você possa trocar intimamente, outro tipo de experiência. Mas esse não deve ser o foco da sua existência.

Viva por amor. Viva para o amor. Viva para os aprendizados.

Viva para a descoberta de você mesmo.

Eu vivi numa cidade, onde as pessoas falavam mal uma das outras. E era uma cidade pequena, com poucos habitantes, com muita pobreza, com muitas dificuldades. Eu era uma mulher.

Eu caminhava todos os dias com aquelas mulheres. Eu conhecia todas elas pelo nome. Sabia quem era a mãe, o pai, a família... Sabia o que tinha na casa delas e o que não tinha. E, ainda assim, com tanta convivência, com tantos dias iguais passados juntos... Aquelas pessoas conseguiam falar mal uma das outras. Conseguiam invejar, um pequeno sucesso, uns dos outros.

E quando vinha a época do frio, que seria tão mais fácil se todo mundo se ajudasse, colaborasse, trocasse. Cada um se fechava no seu mundo. Cada um se escondia na sua pequena propriedade, guardando a sua pobreza como tesouros.

Aquilo tudo, trouxe muita tristeza ao meu coração. E por mais que eu elevasse a minha alma em preces, quando eu voltava para conviver com aquelas pessoas... A minha vontade era também criticar. A minha vontade era também julgar. A minha vontade era corrigir todas aquelas pessoas, dizendo pra elas que elas estavam erradas. Dizendo que não deveria ser assim. Dizendo que eu tinha, nos meus exercícios espirituais, encontrado um mundo em que as pessoas compartilhavam. Eu queria dizer tudo isso pra elas.

Só que eu sabia que não teria nenhuma aceitação.
Que ririam de mim, que os velhos me mandariam me calar.

Então o que fiz? Não disse. Não expressei.
Porque, sabia que a minha expressão soaria como ruído e não como palavras.

Aprendi o silêncio.
Aprendi a observar muito mais do que falar.
Aprendi a ouvir, muito mais do que expressar pensamentos e palavras.

Foram grandes os aprendizados que tive, nesse intercambio com as pessoas.
Aprendizados que quando eu dormia, era levada para um nível espiritual, que tive a graça de me lembrar.

E lá me diziam assim:  – Não se importe. Não sofra. Você está aprendendo.

E aquilo aliviava a dor que eu carregava no coração.

Muitas vezes fui repreendida.

Espíritos de Luz diziam pra mim:

– Não julguem! Não julgue aqueles que estão errados! Todas as vezes que você julga alguém, você se prende ao julgamento. Você se prende à experiência e terá de novo, e de novo, e de novo que passar pelo crivo daquela pessoa. Terás que enfrentar, àqueles que mais você critica.

E assim, eu fui evoluindo.

Não me casei porque ninguém queria se casar comigo. Eu era diferente.
Eu não fazia parte daquela energia, daquelas pessoas e daquele lugar.
Estava no meu caminho de ascensão. Estava no meu caminho de aprendizado.

Me tornei, quando fiquei um pouco mais velha, Professora. E ali, eu tive com as crianças a oportunidade de passar um pouco daquilo que eu sentia. E percebi que muitas delas, já nasciam com o espirito viciado em críticas, em reclamações, em mágoas e dores.

E aí, para fazê-las mais feliz, eu as abraçava e dizia como vocês disseram aqui hoje:

– Amo você.

Usei muito este mantra.

Quando nada eu tinha pra dizer, eu me sentava perto e dizia:

– Eu amo você.

E lidei com crianças que tinham problemas sérios, instintos delinquentes, pequenos potenciais ladrões.

Eu me aproximava deles e fazia aquilo que os meus mentores faziam comigo, nos meus sonhos e nas minhas viagens no astral. Eu olhava nos olhos deles e dizia: – Eu amo você. Eu amo você. Eu quero o seu bem. Eu quero te ver feliz.

E não me importava se eles não aprendiam as lições que eu tinha pra ensinar.
Se erravam a escrita, se rasgavam os cadernos, se cuspiam no chão.

Eu trazia aquela criança pra um canto e fazia ela se lembrar, que ela era amada. Porque apenas um pequeno ato de amor, que toca um coração de um filho, pode ser toda a diferença de cura e libertação para toda uma vida.

Eu Sou Mestra Nada.
E trabalho na Chama Rubi.

Quando vocês potencializam o amor, propiciam que toda a nossa energia se movimente entre vocês. E esse amor, esse sentimento profundo de aceitação do outro como ele é, deve ser trazido pra você mesmo, pro seu dia-a-dia, pra sua família.

Eu amo você.

Recebo com amor as flores que me foram ofertadas no altar.
Recebo com amor a presença de cada um de vocês aqui hoje.
E me doo com amor.

Tenham Paz
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