Elevando a Consciência – As 8 chaves da Paz


Primeira chave: Silêncio

  • O silêncio é uma forma de bater na porta do salão da verdade.
  • Ele é a base que te prepara para qualquer prática; é o alicerce do edifício da consciência.
  • Tudo que é belo e verdadeiro nasce do silêncio.
  • Um instante de silencio é suficiente para exorcizar todos os demônios, porque os demônios são os pensamentos.
  • Se existe um pensamento compulsivo constantemente assombrando a sua mente, é porque você deu muita atenção a ele, ou seja, você o alimentou acreditando nele.
  • Mas, ao aquietar a mente, todos os fantasmas desaparecem.
  • Não importa quão antiga seja a escuridão, uma pequena fresta de luz dissipa toda escuridão porque ela é somente a ausência de luz.
  • O silêncio invoca a luz.
  • Quando a mente se acalma, tudo se acalma.
  • O preço para a realização espiritual é a solidão.
  • Em algum momento você vai ter que encarar a si próprio.
  • Por isso é fundamental aprender a ficar sozinho e em silêncio.
  • Você também pode chamar esta prática de meditação.
  • Mas, eu não quero que você se perca no labirinto das idéias e conceitos, na ginástica do intelecto.
  • Permita-se apenas ficar retirado e em silêncio, observando a grama crescer.
  • Abandone toda a pressa e todo o desejo de chegar a algum lugar.
  • Feche os olhos e focalize no ponto entre as sobrancelhas.
  • Brinque de cultivar o silêncio.


Segunda chave: Verdade

  • Falar a verdade não quer dizer que você vai sair por aí dizendo aos outros tudo o que pensa ser verdade, desconsiderando o fato do outro não estar pronto para ouvi-la, o que pode gerar mais conflito, mais guerra.
  • Seguir a verdade significa ouvir o chamado do seu coração.
  • Se ainda há desconforto e sofrimento na sua vida, significa que ainda há uma camada de mentira te envolvendo.
  • Seja corajoso para encarar suas mentiras.
  • Sem coragem você não será capaz de encarar a verdade.
  • Procure identificar quando você ainda não pode ser honesto com você mesmo e com a vida; quando você tem que usar uma máscara e não pode ser autêntico e espontâneo; quando você tem que fingir que é diferente do que é.
  • Dê uma olhada nas diversas áreas da sua vida.
  • Você terá algum trabalho, mas é um bom trabalho.
  • Lembre-se que “a verdade vos libertará”.



Terceira chave: Ação Correta

  • Isso não tem nada a ver com moralismo.
  • A ação correta, ou ação consciente, não se baseia no que está fora, ou seja, não depende da aprovação do mundo externo.
  • Não é seguir um manual com regras sobre o que está certo ou errado.
  • É uma ação determinada pela intuição, que é a voz do silêncio.
  • É ter coragem de ser você mesmo, autêntico e espontâneo.
  • Agir conscientemente significa colocar o amor em movimento, ou seja, trilhar o Caminho do Coração.


Quarta chave: Não Violência

  • A não violência é a ação sem ego.
  • É a atitude não contaminada pela vingança e pelo ódio.
  • É não dar passagem para a maldade que provoca sofrimento no outro, não importa em qual nível.
  • A não violência ou ahimsa, como é conhecida na tradição do hinduísmo, não é cruzar os braços e ficar esperando que as coisas aconteçam.
  • Ela, muitas vezes, envolve ação, atitude.
  • Mas, é uma ação que nasce do coração – é espontânea e sempre vem com sabedoria e compaixão.
  • Não é o ódio ou o medo se manifestando.
  • Eu mesmo já questionei o poder de ahimsa.
  • Parece que só deu certo com Gandhi, na Índia.
  • Mas, não é verdade. Ahimsa é o remédio que esse planeta precisa.
  • A compaixão é o remédio e ahimsa é compaixão.


Quinta chave: Amor Consciente

  • Eu uso esta palavra ‘consciente’, porque a palavra amor foi degenerada.
  • Nós demos a ela tantos outros significados que não têm nada a ver com a sua essência.
  • Para o senso comum, o amor está ligado ao egoísmo, a uma satisfação pessoal.
  • Ele é confundido com a paixão, com o sexo e até mesmo com o ódio.
  • Isso acontece de uma forma inconsciente: a entidade acredita estar amando porque não tem consciência do que é amor.
  • Não é possível definir o amor com palavras, mas eu posso dizer que amar inclui um desejo sincero de que o outro seja feliz.
  • Inclui ver o potencial adormecido no outro e dar força para ele acordar.
  • É querer ver o outro feliz sem querer absolutamente nada em troca.
  • Em última instância, amar conscientemente significa amar desinteressadamente.
  • Mas, para que possa utilizar essa chave se faz necessário que você reconheça o seu desamor.
  • Procure identificar em quais situações e com quem você ainda não pode ser amoroso.
  • Aonde e com quem o seu amor não flui livremente?
  • Em que situações o seu coração se fecha?
  • Aí há uma pista para você.
  • Vá atrás dessa pista e você descobrirá muito sobre si mesmo.
  • Essa é uma forma de trazer paz para esse mundo: aprendendo a ser amigo do seu irmão; amigo do seu vizinho.
  • Aprender a não julgar os erros do outro.
  • Antes de levantar o seu dedo para acusar o outro, olhe para si mesmo, e pergunte: “Será que eu não tenho um defeito igual, ou outros até piores?” “Será que o meu vizinho não tem nada de bom para eu focar a minha atenção?”
  • Comece a focar no bom que o outro tem. Essa é sua grande missão.


Sexta chave: Presença

  • Estar presente significa estar total na ação.
  • É lembrar-se de si mesmo a cada instante.
  • Quando você pode experienciar a presença, a sua energia cresce e você percebe o amor passando por você.
  • Se puder sustentar esse estado de alerta, você terá a percepção de que tudo é sagrado, e a partir dessa percepção, poderá expandir sua energia conscientemente na direção do outro.
  • Eu sugiro uma prática bem simples para o seu dia a dia.
  • Habitue-se a perguntar: Onde estou? O que estou fazendo?
  • Permita-se parar, apenas por alguns segundos, absolutamente tudo o que você está fazendo.
  • No meio da ação, pare e pergunte-se:
  • Quem está fazendo?
  • Assim você interrompe a imaginação e volta para o seu corpo, para a presença, para a totalidade na ação. Esse é o caminho.
  • A presença é a chave mestra. Mas, porque não vamos diretamente para ela?
  • Porque nem todos estão prontos para usufruir dela.
  • Poucos estão maduros para abandonar o pensar compulsivo, já que isso lhes dá um senso de identidade.
  • Então, em muitos casos, é necessário um trabalho de purificação que é este trabalho de transformação do “eu inferior”, para que você esteja pronto para ancorar a presença.
  • Para isso, o corpo é o portal. Sinta-se ocupando o corpo.
  • Sinta seu campo de energia e mova-se a partir dessa percepção.


Sétima chave: Serviço Desinteressado

  • Servir desinteressadamente significa colocar seus dons e talentos a serviço do amor.
  • É quando você pode se doar verdadeiramente ao outro, sem máscaras, sem necessidade de agradar ou fazer o que é certo com a intenção de ser recompensado.
  • O único objetivo é ver o outro bilhar.
  • Você se torna o amor que se move em direção à construção.
  • Acordar pela manhã, consciente de que está acordando para servir, ilumina a alegria de viver.
  • Naturalmente, a consciência do serviço aumenta a conexão com o divino, porque, por mais que cada um tenha seus talentos e dons individuais, ou seja, uma forma particular na qual o amor se expressa através de você – é o próprio amor que está se expressando.
  • No serviço, você se torna um canal do amor.
  • Por isso, eu digo que o serviço é uma forma de manter a chama da conexão acesa.
  • O amor e a felicidade passam por você para chegar ao outro, não importa o que você esteja fazendo, se está cuidando do jardim, construindo uma casa, cozinhando, cuidando de uma empresa ou de uma pessoa.


Oitava chave: Lembrança Constante de Deus

  • Lembre-se de que Deus está em tudo: dentro, acima, abaixo, dos lados – em todos os lugares.
  • Ele é a vida única que age em todos os corpos e é o seu Eu Real.
  • Essa percepção de que tudo é Um e de que a energia espiritual se manifesta em todas as formas de vida, promove um profundo contentamento.
  • Não há palavras para descrever essa experiência, ela só pode ser vivida.
  • A sua vida se transforma numa prece, numa oferenda a Deus.
  • Pode passar um tsunami, mas você não se esquece de Deus.
  • Pouco a pouco, a sua fé se torna constante e inabalável, até que possa sustentar a eterna conexão com Deus.
  • A partir dessa conexão, você olha para o outro e enxerga além das aparências, porque você vê somente Deus e assim pode reverenciá-lo.
  • Este é um sincero namaste: a divindade que está em mim saúda a divindade que está em ti.
  • Se verdadeiramente utilizar essas oito chaves na sua vida, inevitavelmente você irá experienciar a paz.
  • Essa é a minha experiência.
  • Durante a fase do desenvolvimento da consciência que eu chamo de “ABC da Espiritualidade” ou purificação do “eu inferior”, muitas vezes, descobrimos verdades pouco agradáveis sobre nós mesmos.
  • Durante esse processo, enfrentamos obstáculos que precisam ser removidos.
  • Aos poucos, nós aprendemos a identificá-los e removê-los e, ao removermos aquilo que não nos serve mais, podemos nos tornar canais do amor divino, para que ele flua livremente através de nós.


Por: Prem Baba

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